Lysea

Lysea é um grande império humano, localizado em uma região ao sul de Etheria. Seus habitantes eram originalmente bárbaros das terras de Ar, que viajaram até as Planícies de Ar, ao norte, deixando pequenas colônias por onde passavam. Três das tribos Aryans se estabeleceram no sul de Etheria, ainda com costumes nômades. Elas eram: K’Malbec, a Tribo da Baleia, K’Tarn, a Tribo do Urso e K’Oulis, a Tribo da Caveira. Os K’Malbec vagam pelas terras a oeste das Montanhas do Grande Alcance, enquanto as duas outras tribos permanecem ao leste, no sul da Selva Sserine. Os K’Tarn e os K’Oulis, tribos guerreiras de canibais, estão constantemente em guerra. Os K’Malbec encontram os gigantes, que freqüentam as regiões mais ao sul da Península Lysean. Os bárbaros comercializam e aprendem muito com eles. Os K’Malbec se estabelecem na costa noroeste da península, construindo a cidade de Malbec. A cidade sofre com grandes ondas de uma tempestade, e, liderados pelo guerreiro Lyseas, os humanos adentram a península e fundam a cidade de Lysea. Os humanos de Lysea se encontram com um grupo de elfos renegados, expulsos de sua terra natal, e que se estabeleceram em uma floresta conhecida como Floresta da Perdição. O encontro é pacífico e há os humanos comercializam armas e comida com os elfos desesperados. A região a leste das Montanhas do Grande Alcance, onde vivem os K’Oulis e os K’Tarn passa a ser conhecida como K’Oulis Tarn, mais tarde contraída para Colis Tarn. Estranhas criaturas vestindo farrapos surgem da Selva Sserine e atacam a tribo K’Oulis. A tribo guerreira rapidamente os derrota, e como é seu costume, devora seus corpos. Os K’Oulis ficam doentes, e essa cena se repete por toda Colis Tarn, enquanto essas criaturas espalham doenças até que pouquíssimos K’Oulis tenham boa saúde. Os K’Oulis doentes se degeneram, até que sua pele fica com uma doentia cor vermelha e o sol começa a ferir seus olhos. Sua habilidade guerreira também diminui, e agora eles têm que devorar não só os corpos de seus inimigos, mas de qualquer coisa morta que acharem. Os K’Tarn, que não tinham sido afetados pela doença, começam a noite e os bandos vorazes de K’Oulis que vagam por Colis Tarn em busca de carne fresca. Desse modo, os K’Tarn deixam de ser nômades e começam a construir vilas cercadas para se protegerem dos K’Oulis, que passam a ser conhecidos como Ghouls. O guerreiro Lyseas, agora com 109 anos, chama seu bisneto, também chamado Lyseas, em seu leito de morte e lhe conta de sua grande visão para seu povo: eles deveriam se espalhar por toda Etheria, criando um grande Império. O jovem Lyseas viaja para a Floresta da Perdição para estudar com os elfos, aprendendo um pouco de magia. Ele viaja ao sul, para as Colinas da Tempestade para se encontrar com os gigantes. Ele enfeitiça o líder dos gigantes e em apenas três dias anexa todo o território dos gigantes. Em seguida ele vai até os anões na cidadela de Drak-Dum, e tenta persuadi-los a se juntarem a ele. Eles rejeitam e mais tarde Lyseas retorna e conjura um feitiço para enfeitiçá-los. Os anões resistem à magia e literalmente o jogam do portão, trancando-o em seguida. Mais tarde Lyseas junta um exército e marcha através das Montanhas do Grande Alcance até Colis Tarn. Os K’Tarn, felizes em terem ajuda contra os Ghouls, se submetem a Lyseas. Com armas superiores e a ajuda dos gigantes, Lyseas repele os Ghouls até a parte leste de Colis Tarn.
Lyseas se auto-proclama o Imperador Lyseas I. Ele carrega uma coroa, presente dos elfos da Floresta da Perdição, que brilha com uma aura mágica. Tentando avançar pela Selva Sserine, Lyseas I trava uma guerra contra os goblins locais, mas é forçado a recuar por conta de suas táticas de guerrilha devastadoras. Ele funda Arcus, a cidade de acesso sul a Selva Sserine. De lá, ele planeja seguir pelo norte e conquistar os goblins. Entretanto, ele é atingido por uma flecha goblin coberta com veneno disparada da selva e morre. Ele é sucedido por seu filho, Lyseas II, que prova possuir grande inteligência. Ao invés de erradicar completamente os goblins, ele inicia a construção de uma estrada através da selva, construindo postos fortificados a cada seis ou sete quilômetros. Infelizmente ele morre pouco antes de ela ser completada. A estrada é completada pelo Imperador Lyseas III. Ele funda a cidade de Artum na fronteira do norte. Na maior parte dos casos, os goblins parecem deixar os viajantes na selva em paz, mas ataques ocasionais são inevitáveis. A estrada é aberta oficialmente e é denominada “A Grande Estrada Lysean”. Lyseas IV sucede seu pai. Ele começa uma cruzada na Terra das Fronteiras, massacrando tribos inteiras de orcs e goblins para estender as fronteiras de Lysea ainda mais. Ele também funda a cidade de Gallia. Lyseas V ascende ao trono, e se torna conhecido como Lyseas, o Louco. Todas as conquistas ao norte são esquecidas. Ele gasta boa parte da fortuna do Império em um palácio magnífico em Lysea, e então gasta mais em jantares elaborados e festas. Ele até mesmo mandou decapitar um embaixador elfo por faltar a um banquete. Pouco depois ele é assassinado por uma flecha negra. No breve momento de caos que se seguiu, outra família chega ao trono de Lysea, a família Quintine, e o Imperador Quintus I é coroado.
Quintus I se volta novamente para o norte. Ele cruza as Montanhas de Agaria com um exército de 5.000 gigantes e 2.000 elefantes. Quase imediatamente ele encontra os bárbaros Aryans. A primeira tribo, os K’Trarg, a Tribo do Javali, se prova selvagem e difícil de dominar. O avanço de Quintus diminui quase imediatamente. Quintus II se torna imperador. Buscando auxílio mágico dos elfos, ele consegue dominar os K’Trarg. Entretanto, a vitória tem um preço, e Quintus II se torna pouco mais do que um fantoche do rei dos elfos, Garranoth. Desde então, a família Quintine sempre esteve fortemente associada aos elfos da Floresta da Perdição.
Quintus III ascende ao trono. As conquistas continuam no norte, com os K’Selen, a Tribo do Demônio, caindo sobre seu comando. Essa tribo se espalhou pela costa. Eles eram um povo muito supersticioso, e quando viram os elfos que marchavam no exército imperial, eles logo se renderam, acreditando que eles eram demônios e deuses. Quintus IV sucede seu pai. Ele é somente um fantoche dos elfos. Ele permite que muitos elfos fossem viver entre os K’Selen, onde são adorados como deuses. Ele também começa uma fracassada campanha para conquistar a Floresta de Agaria, que parecem ser o lar de violentas tribos guerreiras Aryans. Os K’Elenak habitam as partes mais a oeste da floresta, e provam serem arqueiros mortíferos, causando muitas baixas para o Império. Mesmo com a ajuda dos elfos, Quintus IV só consegue empurrá-los até o Rio Elenak antes de ter que recuar. O Império Lysean tinha chegado ao seu auge. Não iria crescer mais.
Quintus V se torna imperador. Ele é conhecido como Quintus, o Fraco. Ele foi educado pelo rei dos elfos, Garranoth, e era seu criado. Ele não tomava nenhuma decisão sem que os seus mestres élficos aprovassem. Em 34 anos, ele não fez nada a não ser quatro tentativas frustradas de conquistar os K’Elenak na Floresta de Agaria.
Enojados pela influência dos elfos sobre o imperador, outra família, os Cerberine, realizam um breve, mas efetivo golpe em Lysea. Quintus V é jogado de uma janela do palácio e seus aliados elfos são retirados de Lysea e mantidos sobre vigilância por um tempo. Cerberus I sobe ao trono. Gradualmente, nesse período, os elfos são retirados do Império, inclusive aqueles na tribo K’Selen. Cerberus I estabiliza o Império. Ele se concentra em estabelecer um sistema de julgamento justo. Entretanto, ele é assassinado por um membro insano da família Quintine. Mesmo assim a família Cerberine se mantém no poder. Oito imperadores chegam ao trono, mas nenhuma conquista ocorre, mas sim o oposto. Sem a ajuda dos elfos, os Lyseans são empurrados da Floresta de Agaria pelos agressivos K’Elenak. Os Cerberines produzem um Império mais estável, mas seriam mais bem classificados como advogados do que conquistadores. Geralmente se diz que os Lysenes começaram um Reino, os Quintine um Império e os Cerberine uma Civilização. O ano seguinte é chamado de Ano dos Seis Imperadores. Guerra civil eclode em Lysea novamente. As famílias Lysene, Quintine e Cerberine começam a assassinar uns aos outros sem parar. Tudo começou quando Cerberus IX é apunhalado em seu trono. Uma sucessão de Imperadores das três grandes famílias se segue, e cada um é assassinado. Finalmente, um membro da família Lysene consegue matar todos os seus rivais e é coroado Imperador Lyseas VI.
Mesmo os elfos tendo apoiado os Quintine na guerra civil, eles fazem um acordo de paz com os Lysenes e pedem para serem readmitidos no Império. Lyseas VI concorda, mas garante que eles não terão a mesma influência de antes.
O embaixador élfico em Lysea, Príncipe Kenjaroth, pede para seu povo ter novamente acesso aos K’Selen no norte. Lyseas VI proíbe isso. No dia seguinte, o imperador é encontrado morto por problemas cardíacos. Seu filho, Lyseas VII, ascende ao trono, e sabiamente concede o pedido dos elfos.
Criaturas estranhas se movem ao sul, vindo das Terras das Fronteiras até Colis Tarn. Eles têm corpos humanos e cabeças de hiena. Eles parecem estar procurando por algo, e não fazem ações hostis contra o Império. Mais tarde no mesmo ano, eles fazem um cerco na Fortaleza Anã de Drak-Dum. Quando Lyseas VII recebem mais informações, ele descobre que há centenas de milhares dessas criaturas. Eventualmente elas dominam Drak-Dum e desaparecem nos túneis.
Quatro Imperadores Lysenes chegam ao trono. No reino de Lyseas X, um novo movimento começa a se tornar conhecido nas províncias do norte; é chamado “O Caminho Negro”. Seus membros só existem entre os K’Selen. Eles são constantemente acusados de assassinato e bruxaria. Lyseas X suspeita com razão de que os elfos estão por trás disso. Todos os membros do Caminho Negro que são descobertos são executados.
Um respeitável mercador K’Selen em Lysea assassina o imperador, Lyseas X. Durante o interrogatório, ele confessa participar do Caminho Negro. Ele é sentenciado à morte por apedrejamento. Momentos depois de sua execução, um demônio sai de seu corpo e vaga pela cidade, matando centenas de inocentes, incluindo o novo imperador, Lyseas XI, cujo reinado durou apenas cinco horas. No caos que se segue, a família Quintine assume o poder.
Quintus VIII se torna imperador. Como seus primeiros atos, ele legaliza o Caminho Negro e permite os elfos novamente nas cidades. Isso causa grande insatisfação civil.
Quintus IX sucede seu avô. Ele é fica conhecido como Quintus das Nove Vidas. Ele governa por 84 anos, durante um período no qual o povo fica cada vez mais descontente com os sistemas de justiça e governo. Quintus IX sobrevive a nada menos do que 24 tentativas de assassinato, e finalmente sucumbe a idade avançada.
Quintus X ascende ao trono, e, um ano depois, é morto por uma pedra atirada por um plebeu. Os civis se levantam e colocam outro imperador Cerberine no trono, Cerberus XII. Como era de se esperar, ele começa a retirar os elfos do Império.
O rei Garranoth visita a cidade de Lysea. Ele cavalga até o magnífico palácio juntamente com todos os seus sevos, conjura uma magia, que destrói todo o complexo do palácio, e escapa da cidade. Cerberus XII é morto na explosão.
Cerberus XIII sucede seu pai e constrói um novo palácio. Ele também continua a expulsar os elfos da sociedade, ainda que de modo mais violento do que seus predecessores. Ele cria uma lei simples: os cidadãos devem relatar qualquer elfo que eles virem para a milícia local, que irá executá-lo. Cerberus XIII também coloca o Caminho Negro na ilegalidade. Ao fim de seu reinado, os únicos remanescentes dos elfos são os ocasionais seguidores do Caminho Negro entre os K’Selen.
Mais seis imperadores Cerberine reinam. Como de costume quando os Cerberine estão no trono, é um período relativamente calmo.
Os gnolls saem em grande quantidade da sua fortaleza em Drak-Dum, e infestam a Península Lysean. O exército estava enfraquecido sobre o pacífico governo Cerberine. Quando se dão conta, os Lyseans estão lutando por sua própria sobrevivência. Cerberus XIX é morto em uma imensa batalha pela cidade de Lysea. A coroa mágica dos Imperadores de Lysea é perdida na batalha. Os gnolls matam muitos gigantes das Colinas da Tempestade. O restante dos gigantes deixa o Império e volta para sua terra natal.
A família dominante muda novamente, e Lyseas XII reúne seu povo para retomar a cidade de Lysea.
Eles reconquistam a cidade, mas Lyseas XII morre. Lyseas XIII ascende ao trono. Ele tenta reconstruir o Império, mas o vê ruir gradualmente ao seu redor. As relações com os K’Selen e os K’Trarg ao norte se deterioram. Lyseas XIV o sucede. Por alguns anos ele consegue estabilizar a situação. Após 22 anos de reinado, ele vai para a Floresta da Perdição procurar ajuda dos elfos, mas não retorna.
Lyseas XV se torna imperador. Há uma revolta entre os K’Selen e os K’Trarg, e os Lyseans são empurrados para o sul das Montanhas de Agaria.
Lyseas XVI sobe ao trono. Ele é conhecido como Lyseas, o Impotente. Ele não consegue produzir um herdeiro. Depois de consultar sábios e clérigos, ele descobre que os xamãs orcs de Kor possuem um chifre mágico que pode resolver o problema. Ele manda um grupo de ladrões (talvez os PJs) por milhares de quilômetros até as Planícies de Kor, onde eles roubam o chifre e o trazem para Lysea. Os xamãs se reúnem e decidem organizar um exército para retomar o chifre. É a Primeira Guerra Santa Orc. Eles destroem completamente as Terras das Fronteiras, as cidades de Artum e Arcus, grande parte de Colis Tarn e finalmente chegam em Lysea, destruindo a cidade. Eles recuperam o chifre e voltam para Kor, deixando o milenar Império Lysean em ruínas.
Os Lyseans reconstroem parte de sua grande cidade, mas pelo menos metade dela fica infestada por gnolls, que aparentemente cavaram túneis por baixo.
Um novo líder se proclama Rei Julius I, e tenta estabelecer Lysea como uma potência novamente. Malbec se alia a Julius, mas nem os gigantes nem os habitantes de Colis Tarn parecem estar interessados. A família Julian governa o novo Reino de Lysea. È um reinado turbulento, no mínimo. Após séculos, a capital ainda está infestada de gnolls.
A família Augustine realiza um golpe e toma controle do reino. Nenhuma expansão aparente de território ocorre, mas relações amigáveis com Colis Tarn são restabelecidas.
Quando os Augustine falham em produzir um herdeiro, a família Claudian chega ao trono, reinando sem ser contestada por quase 300 anos.

Lysea

Lágrimas de Etheria FabioVMFloresta